Voltando
de lugar nenhum
O
céu me parece verde
Os
"s" soam,
sinto
o sereno soturno
na
calada da noite
A
lua me encara,
O
chão me segura
Uma
boca escarra
e a
mente tortura
A
natureza de tudo
Intriga,
condena
Já
não vivo de certezas
Do
que sou
De
como as pessoas são
De
como tudo deveria ser
E
invejo quem vive certo
Como
um trabalhador
Que
inveja o cobertor
De
um mendigo em uma madrugada fria
No
final, vem a conclusão
Me
encho de conforto
E a
resposta?
É
clara, não sei
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