terça-feira, 26 de julho de 2016

Certidão

Voltando de lugar nenhum
O céu me parece verde
Os "s" soam, 
sinto o sereno soturno
na calada da noite

A lua me encara, 
O chão me segura
Uma boca escarra
e a mente tortura
 
A natureza de tudo 
Intriga, condena
Já não vivo de certezas
Do que sou
De como as pessoas são
De como tudo deveria ser
E invejo quem vive certo
Como um trabalhador
Que inveja o cobertor
De um mendigo em uma madrugada fria

No final, vem a conclusão
Me encho de conforto
E a resposta?

É clara, não sei

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