sexta-feira, 30 de março de 2018

elfara

sol
escorre pelo meu rosto
e meus músculos entrelaçados
me fazem tropeçar

mover dói mas
parar é perigo
sigo andando
amargamente

o mundo é amarelo fogo
a célula é o limite
no horizonte, um verde
uma ilha desconhecida

árvores frondosas
sombras que protegem
terra fria e macia
gramas amortecem

deito morrendo
no entanto
respiro vida

o vento suave
é ele
o abraço natural
é ele
o calor confortável
é ele
o alívio no final
é ele

e o oasis em mim
é dele
quando seu sorriso
existe
enfim

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