Não há pessoas.
Não há pessoas, não há animais, não há plantas.
Não há casas, nem montanhas, nem floresta
Não há mar nem cidade
Não há.
Não há objetos, nem cores, não há gosto nem cheiro
Não há toque.
Não há móveis nem descanso nem cama
Não há frio nem calor
Não há ninguém
Não há planeta
Não há.
Há apenas eu
flutuando inerte
no horrível vazio.
Meu peito é o lugar mais denso do mundo
Com tudo tão apertado
que não há mais
substância.
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