Passando pelas ermas ruas de meu bairro, percebo como tudo é
impregnado por lembranças. As manchas do tempo nas casas, os desgastes
cometidos pelos humanos nas ruas, as manchas marrons no horizonte, todas
remetem a algo, alguém, sempre de uma forma nostálgica, melancólica. É quase
masoquista esse gosto por sofrer pelo passado, o saudosismo que nos mantém
cientes de que tudo vai passar e quanto tudo é tristemente finito. Por outro
lado, isso tudo também reforça que estamos vivos, temos história e que vamos deixar,
mesmo que infimamente, uma marca onde quer que passemos, para atormentar outros
seres saudosistas.
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