segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Queridos Sofrimentos

Passando pelas ermas ruas de meu bairro, percebo como tudo é impregnado por lembranças. As manchas do tempo nas casas, os desgastes cometidos pelos humanos nas ruas, as manchas marrons no horizonte, todas remetem a algo, alguém, sempre de uma forma nostálgica, melancólica. É quase masoquista esse gosto por sofrer pelo passado, o saudosismo que nos mantém cientes de que tudo vai passar e quanto tudo é tristemente finito. Por outro lado, isso tudo também reforça que estamos vivos, temos história e que vamos deixar, mesmo que infimamente, uma marca onde quer que passemos, para atormentar outros seres saudosistas.

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