domingo, 6 de setembro de 2015

Sobre cristais e paixões

Sabe, às vezes penso que você é um frágil cristal que tento segurar com minhas mãos trêmulas e vacilantes. Tento te proteger com elas, mas se eu apertar demais posso te quebrar. Cada briga causa uma rachadura, e minhas mãos estão suadas de nervosismo. 
Mesmo assim, não quero te soltar. Me tornei incapaz de fazê-lo... é tarde demais.
Te sentir me faz relaxar e seu brilho me alegra. Quero continuar te segurando. 
Mas o cristal é grande, talvez eu não consiga. Penso se ele quer ser segurado e me lembro das rachaduras. 
E se você escorregar? E se outras mãos mais cuidadosas te conquistarem? E se você contar a elas o quanto sou hipócrita e ridícula? 
Sinto um amor fofo por você. Algo quentinho que envolve meu coração quando você se aproxima. Oh, estamos falando de amor fraternal!
Este nunca poderá ser acompanhado de uma paixão. Você é um cristal, e eu, uma mão.

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